MANAUS – O ex-prefeito de Manaus, Serafim Corrêa, confirmou na manhã de hoje (5) que disputará o cargo de Governador do Estado Amazonas pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), nas eleições deste ano. Em entrevista à Rádio Amazonas, ele contou como lida com os ataques do atual prefeito, Amazonino Mendes.
Rádio Amazonas – Serafim, a gente tem notado que o prefeito Amazonino tem dado muita pancada no senhor em toda inauguração. Talvez seja por que os números que ele tem recebido demonstram que o senhor está bem no cenário eleitoral. O que o senhor nos diz?
Serafim Corrêa - Veja, a decisão está tomada. O PSB vai oferecer uma alternativa ao Governo do Estado. No caso, eu serei candidato ao governo assim como Ciro Gomes será candidato à presidente da República. E dentro desse contexto, nós vamos colocar para o povo do Amazonas uma proposta real, concreta, uma alternativa de poder, de fazer as coisas de forma diferente. É claro que o contexto em que isso se desenvolve faz com que a preferência popular se manifeste. Hoje nós temos uma situação muito boa, principalmente em Manaus. No interior ela não é tão boa, mas a nossa presença na disputa já leva a eleição para o segundo turno e com chances muito concretas de que nós estaremos no segundo turno. A partir daí começou a pancadaria. Então eu sou alvo todos os dias de ataques de todas as ordens. Mas não os temo, ao contrário, eles nos estimulam a prosseguirmos nessa caminhada.
Rádio Amazonas – A sua administração foi muito criticada pelos buracos e problemas com a água. Como o senhor vai lidar com isso?
Serafim Corrêa – Vou lidar muito bem. Buracos por quê? Porque nós rasgamos 250 km de ruas para levar a rede do novo momento do abastecimento de água de Manaus. A água, ninguém, nenhum outro prefeito da história de Manaus, enfrentou o problema. Nós enfrentamos e deixamos o problema bem avançado, totalmente equacionado. A concessionária aplicou em torno de 140 milhões de reais em melhorias concretas do sistema, com aumento de dois mil litros de água a cada segundo na produção, além de 11 novos reservatórios totalizando 55 milhões de litros de água e 38 km de novas adutoras. Quer dizer, o sistema recebeu um reforço significativo. O que falta agora? Falta a atual administração municipal concluir os 400 km de rede que ficaram faltando e para o qual nós deixamos o dinheiro contratado na Caixa Econômica. Portanto, é fazer a obra e a empresa que fizer recebe o dinheiro. E com isso é possível fazer novas ligações. Nós conseguimos que Manaus passasse de 300 mil ligações para 370 mil. E aí nós vamos para a dialética, o debate, para o dinamismo da política. E com a paridade das armas, com o horário eleitoral, vamos ver com quem o povo se engraça.
fonte: PORTAL AMAZÔNIA