Faleceu nesta quarta-feira (03.03), aos 82 anos, uma das mais importantes e ilustres figuras da história recente de Humaitá. Irmã Carmem Cronenbold, encontrava-se na Casa de Repouso das Filhas de Maria em Manaus, quando descansou de uma verdadeira saga, na luta pela formação moral, intelectual e cristã do povo de Humaitá.
Maria Carmem Cronenbold, filha de Carlos Cronenbold e Conceição Cronenbold, nasceu a 29 de agosto de 1928, na cidade de Guajará Mirim. Batizada e crismada em Ribeiralta, Bolívia.
Entrou para a Congregação das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA), tornando-se aspirante em 1946. Recebeu a medalha de postulante em 02 de julho de 1946, sendo nomeada noviça em 06 de janeiro de 1947, onde fez seu primeiro voto em 06 de janeiro de 1949 e seus votos perpétuos em 06 de janeiro de 1955, passando a se chamar Irmã Maria Carmem Cronenbold.
Em 1972 chegou a Humaitá, para atuar no Patronato Maria Auxiliadora, onde ministrou a disciplina de Matemática, já que era graduada na área. No ano de 1978, foi transferida para a cidade de Manaus onde trabalhou no Patronato Santa Terezinha, até o ano de 1995. Já aposentada, revelou à sua Superiora, o desejo de retornar para Humaitá. Em 22 de maio de 1995, retorna a Humaitá, onde retoma suas atividades como Assistente, no Patronato Maria Auxiliadora.
Dentre suas atividades, foi eleita em Assembléia, Delegada da Associação União de Ex-alunos Salesianos de Humaitá, promovendo encontros, conferencias nacionais, dentre outros avanços.
Nesse mesmo período, fundou catequeses nas localidades ribeirinhas, dentre elas: Paraíso, Paraíso Grande, Goiabal e Mirari. Na área urbana, através da Associação de ex-alunos, fundou o Bairro de São Sebastião e o Grupo da Melhor Idade, do qual fazia questão de participar, envolvendo-se em todas as atividades desenvolvidas. No bairro Divino Pranto, desempenhou função catequética e administrativa, juntamente com o Grupo Legião de Maria.
Além de educadora, desempenhou papel fundamental como conselheira das famílias de Humaitá, sempre pronta a ouvir e mediar os conflitos que envolviam as pessoas que conhecia e aquelas que não conhecia, sempre com uma palavra amiga e um conselho edificante.
Atualmente, encontrava-se na Casa de Repouso das Filhas de Maria em Manaus, embora, sempre deixasse clara sua pretensão de voltar a Humaitá, desejo que infelizmente não realizou em vida.
Seu corpo será sepultado em Humaitá e deve chegar à cidade, nesta quinta-feira, em horário a ser confirmado.
fonte: Redação