O Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) ingressou, na quarta-feira (22), com uma ação na Justiça do Trabalho contra o governo José Melo cobrando o reajuste salarial da categoria, que está há quase três anos defasado. De acordo com o presidente da entidade, Marcus Libório, os servidores reivindicam reposição de perdas de 18,8%. Já as negociações da data-base de 2017 começam no dia 10 de março e o índice será definido em assembleia, que também decidirá sobre indicativo de greve geral.

“Esse percentual é referente às duas datas bases, mas, se a gente for somar o acumulado, com a de 2017, só as perdas salarias, no que diz respeito à inflação, chegam a 25%. Essa é a proposta mínima, de que pelo menos o governo reponha a inflação nesse período. Nos também vamos discutir com o governo outros ganhos para a categoria, como as promoções”, disse.

No dia 15 de março, segundo Libório, a categoria vai aderira ao movimento nacional de paralisação geral contra a Reforma da Previdência e aproveitará para cobrar o reajuste.

Saúde

O Sindicado dos Trabalhadores Públicos da Área de Saúde do Estado do Amazonas (SindSaúde/AM), que também está há quase três anos sem reajuste salarial, vai participar da paralisação do dia 15, informou a  presidente da entidade, Cleidinir Socorro.

A data-base da categoria é em 1º de maio e, segundo a sindicalista, a entidade já está em negociação com o governo pela reposição de perdas calculadas em, pelo menos, 23%, referente aos anos de 2105 e 2016, com base no estudo feito pelo  Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

“A perda da ordem chega a quase 24%. A nossa data-base deste ano vence no dia 1º de maio, mas já acertamos com o governo  que vamos falar disso somente em abril. Se nessa data não tivermos um posicionamento  terá manifestação e, após isso, uma paralisação. No momento, estamos só aguardando”, finalizou.

Desde o ano passado, o governador José Melo alega não ter caixa para conceder  reajustes para qualquer categoria. O discurso tem se repeitido nos últimos três anos. O governador  alega a perda de arrecadação, que resultou no comprometimento financeiro da Receita Corrente Líquida (RCL) e a consequente redução do teto de gastos com salários  previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Michelle Freitas – D24am /Expresso da Cidade